segunda-feira, 18 de maio de 2015

3° EDUCAÇÃO EM UMA SOCIEDADE DE CLASSES, EDUCAÇÃO DO HOMEM ANTIGO( ESPARTA E ATENAS)



EDUCAÇÃO EM UMA SOCIEDADE DE CLASSES
A EDUCAÇÃO DO HOMEM ANTIGO
(ESPARTA E ATENAS)



Segundo Ponce, a passagem da comunidade primitiva para sociedade dividida em classes exige algumas advertências previas para não incorremos em erros muito comuns. Quando estudamos as origens das classes sociais, temos a tendência de supor que logo em seguida aparece a luta consciente entre essas classes.

Essa luta dessas classes propriamente dita não se desenvolveu, somente com a evolução dessa sociedade.
Quando os gregos entraram para história, restavam apenas alguns vestígios do comunismo primitivo. O matriarcado foi substituído pela autoridade paterna ou, o que vem a dar no mesmo, que a propriedade coletiva foi vencida pela privada.
Desde o século X até o VIII a.C As tribos gregas viviam quase exclusivamente da agricultura, ainda não se havia comercio na Grécia. Partir do século VII a.C com aumento do trabalho do rendimento humano a economia começou a suplantar a puramente agrícola.
Nesse momento começou a se produzir com fins lucrativos. O escasso desenvolvimento dos meios de produção não permitia jançar no mercado um grande excedente de produtos. Partir do século V a.C a exigência de um comercio mais florescente impuseram duas inovações de enorme importância a cunhagem de moedas e o aperfeiçoamento dos aparelhos de navegação.
Emprestando dinheiro sob hipoteca, o nobre que já era dono de muitas terras ia-se assenhoreando das terras alheias. O cidadão pobre que perdera suas terras poderia considerar-se feliz se lhe permitisse continuar cultivando em sua terra.
Possuidor de terras, proprietário de escravos e guerreiro, eis aí o homem das classes dominantes.

Esparta
Apesar de donos da terra os Espartanos não podiam vende-las, como retribuição pelo usufruto da terra, os Espartanos se comprometiam a prestar serviço especialmente guerreiro, de que sua classe social necessitava para defesa ou expansão.
Com aumento da riqueza, o número de escravos cresceu rapidamente de tal modo que para cada cidadão livre existe equivalente a dezoito escravos. (PONCE pp35 a 51)



Atenas

A educação ateniense, embora apresente diferenças significativas se comparada com Esparta, também apresentava como objetivo principal formar o homem da classe dirigente.
No princípio, a educação dos filhos de proprietários se fazia lado a lado com os escravos, que ainda não eram numerosos. Na medida que as propriedades se expandiram, bem como o número de escravos, a educação se fez de forma separada.
Da mesma forma que os espartanos, havia o desprezo pelo trabalho manual, considerado como algo de escravos.
No entanto, com o crescimento econômico dos comerciantes e “industriais”, verifica-se o surgimento de um novo tipo de educação que desprezava as antigas tradições aristocráticas.  Era o momento de ascensão da democracia ateniense, que desprezava a maioria da população, mas que permitia a participação de segmentos não aristocráticos na vida política.


Ainda que submetidos a uma disciplina menos brutal do que a imperava em Esparta, os jovens Atenienses também consideravam a guerra como a sua ocupação fundamental, e o despotismo como a mais perfeita forma de governo.


A “liberdade de ensino não implicava por tanto, a liberdade de doutrina. O professor não moldava seus discípulos de acordo com suas próprias concepções; devia formar neles futuros governantes e inculcar neles, pela mesma razão, o amor à pátria as instituições e aos Deuses.

O Estado impedia a entrada nos ginásios dos jovens que não haviam frequentado as escolas e as palestras particulares. Com isso, o Estado que estava a serviço da aristocracia latifundiária, conseguia preencher os seus objetivos fundamentais: só por exceção é que os pequenos proprietários conseguiam custear os estudos dos seus filhos até os 16 anos, de idade em que ingressavam no ginásio, e, como era elegível para s cargos estaduais os jovens que haviam passado pelo ensino do ginásio, compreende-se que os resultados do ensino “livre” tenha sido a concentração dos cargos existentes nas mãos das famílias nobres.


(PONCE, 2001, p. 50)

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