terça-feira, 2 de junho de 2015

4° A EDUCAÇÃO DO HOMEM FEUDAL



A educação e o homem feudal


Com o desmoronamento do trabalho escravo, algumas mudanças aconteceram. Porém certos aspectos, como a divisão de classes e os privilégios das classes mais altas, se mantiveram fortemente na sociedade feudal. "O cultivo em pequena escala voltou a ser o único que compensava, o que é a mesma coisa que dizer que a escravidão se tornou desnecessária." (PONCE, 2001, P. 81).




O escravo era visto como um objeto, portanto tinha uma vida miserável, mas segura. Em contrapartida, os vilões (antigos colonos romanos) eram pessoas livres e não se vendiam. "O vilão era, portanto, mais livre do que o escravo, porque ele reconhecia uma autoridade que ele próprio havia querido reconhecer." (PONCE, A. 2001, P 83). 
Creio ser essa a diferença entre os dois "povos".
Há também os servos, descendentes dos escravos e, portanto, não eram homens livres. Eram em suas costas que o mundo repousava, ou seja,  os servos que sustentavam as outras classes, porém sem ter o mínimo valor e reconhecimento.. As transformações que ocorreram na sociedade no período feudal, impuseram ao domínio religioso (em relação à Antiguidade) algumas diferenças de importância, embora ainda não se concretizaram de forma a alterar o seu conteúdo de classe.
É aí que o cristianismo entra com grande força na sociedade. Como mostra a seguinte frase: " Enquanto o escravo e o servo sofriam sob os seus senhores, o cristianismo proclamava que eles eram iguais diante de Deus." (PONCE, 2001, p. 87).
 A Igreja Católica passa a controlar quase toda a sociedade feudal, inclusive a economia. No campo educacional, dois grandes pensadores eram ligados à Igreja Católica: São Tomás de Aquino e Santo Agostinho. 
No âmbito educacional, o domínio da Igreja também prevaleceu.
Após o desaparecimento das chamadas "escolas pagãs", a Igreja se apressou para pegar a instrução pública para si. E como havia uma grande influência dos monastérios, poderosos bancos de crédito rural, segundo Ponce(2001), surgiram as ESCOLAS MONÁSTICAS, as quais se dividiam em duas categorias:


  Escolas dedicadas à instrução dos futuros monges  "Escolas para oblatas"- Ministravam o ensino religioso
   Escolas destinadas à plebe  verdadeiras escolas monásticas
- Não ensinavam a ler e nem a escrever; - Não queriam instruir as massas, e sim familiarizá-las com as doutrinas cristãs e mantê-las "dóceis e conformadas".
- Se preocupavam com a pregação no lugar da instrução.
Foram criadas também, pelos monastérios, as escolas chamadas "EXTERNAS" que eram destinadas aos clérigos seculares e a alguns nobres que tinham vontade de estudar, mas não queriam tomar hábito. 
"Juristas doutos, secretários práticos e dialéticos hábeis, capazes de aconselhar imperadores e de fazer-se pagar regiamente pelos serviços, eis os produtos das escolas "externas" dos monastérios." (PONCE, 2001p.93). 




Com a transformação que ocorreu no âmbito econômico (a transformação das cidades em centros de comércio, onde os produtores trocavam seus produtos), a educação também sofreu modificação. O aparecimento dos burgueses citadinos fez com quem a Igreja deslocasse o foco de seu ensino.
Portanto, fez-se necessário a criação de novas escolas, as escolas das catedrais. O ensino nessas escolas estavam a nas mãos do clero secular e não mais nas dos monges. Tinham como foco a TEOLOGIA. Mais uma vez a instrução não é um fato muito importante para as escolas. Como diz Aníbal Ponce em seu texto, "a escola catedralícia foi, no século XI, o germe da universidade." (PONCE,2001,p.99)


Com os dias, universidades, escolas primárias, escolas da burguesias e escolas municipais apareceram. Com isso, os humanistas, em um momento de desintegração da ordem feudal, refletem o surgimento de novos valores que questionam o domínio da Igreja. No cenário de transformações ocorridas com o fortalecimento do comércio, verifica-se o advento do renascimento comercial, que nas palavras de Ponce:

"O Renascimento se propôs formar homens de negócios que também fossem cidadãos cultos e diplomatas hábeis." (PONCE, A. 2001 p.111)

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