A educação Brasileira da primeira república
No período de 1945 a 1964 o Brasil retoma o
Estado de direito. No entanto, o retorno da democracia apresentou uma série de
limites. Os sindicatos continuaram atrelados ao Estado e o PCB teve seus
direitos cassados. Acrescente-se que os analfabetos não possuíam direito de
voto no “regime democrático”.
Naquele cenário, a temática da educação volta à
pauta das discussões com o projeto de LDB apresentado em 1848. Alvo de embates
no Congresso, o projeto expressava a divisão que ocorria no interior da
sociedade e as questões partidárias presentes nas disputas.
Sinteticamente, a questão principal pode ser
resumida na disputa entre católicos e liberais pela orientação da educação. Representantes
da Igreja Católica, que se colocavam contra o ensino laico e a defesa da escola
pública, perceberam na proposta uma ameaça, argumentando que em um país
majoritariamente católico, a educação deveria ser católica, e que a falta da
religião conduzia a sociedade aos piores males. Surge então para contrapor as
ideias católicas três correntes em defesa da escola pública.
Os liberais, defendiam a escola pública, laica,
gratuita e universal. No entanto, o faziam em nome dos preceitos liberais,
defendendo que a educação pública seria o instrumento de desenvolvimento
nacional.
A DITADURA CIVIL-MILITAR E A EDUCAÇÃO
Durante o período de transição do Império para a República o Brasil passou por grandes transformações, tanto nos setores econômico, político e social quanto cultural. A passagem de um sistema agrário-comercial para o sistema urbano-industrial, a estruturação das bases de uma sociedade de classes, o surgimento de uma nova fase do capitalismo contribuíram para que se estabelecessem novos padrões culturais.

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