domingo, 21 de junho de 2015

11°A EDUCAÇÃO NO BRASIL


A educação no brasil


educação indígena

havia uma clara igualdade de participação na vida da sociedade por parte de todos os seus membros, não havendo outras formas de diferenciação senão aquela decorrente da divisão sexual do trabalho. Mas esta, efetivamente, colocava as mulheres em desvantagem. A sobrecarga dos trabalhos domésticos provocava-lhes um envelhecimento precoce.  Deve-se notar que os trabalhos domésticos incluíam a coleta de frutos, mariscos e ovos e o cultivo de plantas destinadas a alimentação. (SAVIANI, Dermeval. História das ideias pedagógicas no Brasil. Campinas: Autores Associados, 2008. p. 37-38.)


A educação apoiava-se em três elementos: força e tradição; Força a ação; força do exemplo.

 Força da tradição: constituída como um saber puro orientador das ações e decisões dos homens;
 Força da ação, que configurava a educação como um verdadeiro aprender fazendo;
Força do exemplo: pelo qual cada indivíduo adulto e, particularmente, os velhos ficavam imbuídos da necessidade de considerar suas ações como modelares, expressando em sues comportamentos e palavras o conteúdo da tradição tribal.
Com a Invasão dos europeus vieram as ordens religiosas do qual sobressaiu a Cia de Jesus. 




A educação Jesuíta foi marcada pelo plano de instrução elaborado por Nóbrega, o plano  educacional consistia em um  aprendizado do português, o ensino da doutrina cristã e a escola ler e escrever.

O INICIO DA COLONIZAÇÃO


A Educação Brasileira pós-descobrimento, começa com a chegada dos primeiros jesuítas, em 1549. Estes religiosos da Companhia de Jesus chegam ao Brasil com o objetivo de converter os índios ao cristianismo. São peças fundamentais no processo de aculturação imposto por Portugal na colonização do Brasil. E, no ensejo de propagar a fé católica, de quebra, ensinam aos nativos saberes básicos, como ler e contar. “Entender a lógica da cultura indígena era fundamental para o sucesso do projeto de aculturação que os jesuítas encabeçavam”
A colonização da América Portuguesa enquadra-se na perspectiva da política mercantilista e na etapa do Capitalismo Comercial. O mercantilismo é a política econômica, na qual o Estado faz a sua intervenção na economia.
PILARES DO REGIME COLONIAL:
a) Regime de monopólio;
b) Monocultura;
c) Produção para o mercado externo;
d) Mão de obra escrava.
Desse aparelho fiscalizador e repressor da Metrópole participava a Igreja Católica, representada, sobretudo, pela Companhia de Jesus, cujos funcionários (burocracia) se integravam ao funcionalismo estatal.
A SOCIEDADE COLONIAL:
 Era uma sociedade patriarcal (valorização do homem, marginalização da mulher), rural, rígida, sem mobilidade social, marcada pelo nascimento e escravista. A base do trabalho era o trabalho escravo, que transformou homens negros e indígenas em escravos.
Habituada a ver nos negros a solução para o trabalho manual, os proprietários de terras não poderiam interessar-se pela aprendizagem de ofícios e só compreendia que a elas se dedicassem os infelizes, os órfãos e os expostos.
A REFORMA POMBALIANA E A EDUCAÇÃO
A política colonial portuguesa tinha como objetivo a conquista do capital necessário para sua passagem da etapa mercantil para a industrial.
O Marquês de Pombal, que caminha no sentido de recuperar a economia através de uma concentração do poder real e de modernizar a cultura portuguesa, reforçando o Pacto Colonial.
A reforma educacional pombalina culminou com a expulsão dos jesuítas (1759) precisamente das colônias portuguesas, tirando o comando da educação das mãos destes e passando para as mãos do Estado. Os objetivos que conduziram a administração pombalina a tal reforma, foram assim, um imperativo da própria circunstância histórica. Extintos os colégios jesuítas, o governo não poderia deixar de suprir a enorme lacuna que se abria na vida educacional tanto portuguesa como de suas colônias. As principais medidas implantadas pelo marquês, por intermédio do Alvará de 28 de junho de 1759, foram: total destruição da organização da educação jesuítica e sua metodologia de ensino, tanto no Brasil quanto em Portugal; instituição de aulas de gramática latina, de grego e de retórica; criação do cargo de ‘diretor de estudos’ – pretendia-se que fosse um órgão administrativo de orientação e fiscalização do ensino; introdução das aulas régias – aulas isoladas que substituíram o curso secundário de humanidades criado pelos jesuítas; realização de concurso para escolha de professores.
Inspirado nos ideais iluministas, Pombal empreende uma profunda reforma educacional, ao menos formalmente. A metodologia eclesiástica dos jesuítas é substituída pelo pensamento pedagógico da escola pública e laica.
Ao estudar sobre as reformas e a historia da educação brasileira, percebemos que o Marquês de Pombal exerceu papel importante para a colônia não só na educação, mas na formação de um novo Brasil que atendesse as necessidades de Portugal e da Europa em transformação pela Revolução Industrial.

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