A educação no império
A Independência foi decretada em 1822, por Dom Pedro I.
Com a Proclamação da Independência e a consequente instalação do primeiro
Império, o Brasil vem ter sua primeira Constituição, a qual dedicou dois
artigos para a educação. O artigo XXXII garantia a educação primária e sua
gratuidade a todos os cidadãos. No entanto, é
importante lembrar que a maioria dos trabalhadores do período eram escravos,
que sequer eram considerados cidadãos.
XXXII - a instrução
primária, e gratuita a todos os cidadãos.
Sobre a gratuidade da instrução primária, há um
outro aspecto que deve ser lembrado: éramos um país agrário exportador e
dependente do capital britânico. Com poucos recursos e falta de vontade
política em universalizar o ensino, a lei tornou-se letra morta.
Assim, no Brasil não houve uma expansão da educação
pública no império por duas razões a primeira é por ordem material, o Brasil
tinha acabado se se tornar independente, tinha a economia agraria exportadora
os recursos eram pequenos, não havia condições materiais para expansão da
educação pública. Vale lembrar que a Inglaterra passava por uma revolução
industrial, então as funções lá eram mais favoráveis, pois lá tinha uma classe
de operários e aqui no Brasil eram escravos que era a maioria da população, os
escravos não tinha acesso à educação. Não havia interesse algum em promover a
educação no país. Uma segunda questão é ligada a primeira falta de interesse político,
tirando as reformas não se vê o provimento de meios para educação.
A lei 1834, o Ato Adicional, promoveu a descentralização
da educação do país. Isso significa que cada província deveria organizar o seu
sistema de ensino, mas as províncias eram pobres as províncias deveriam
organizar, isso significa que o estado não tinha um sistema unificado, sistema
nacional de ensino. No final do século XIX, em que boa parte das nações
europeias, e mesmo algumas sul-americanas (Argentina), conseguiram resolver a
questão do analfabetismo, o Brasil, sequer havia iniciado. O déficit do analfabetismo
era muito grande. Falta de recursos público, falta de interesse, e a existência
de escravidão acabaram contribuindo para não universalização da educação no
país. Como podemos constatar a educação não fazia parte das preocupações de D.
Pedro I.

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