quarta-feira, 17 de junho de 2015

10° SÉCULO XIX E A EDUCAÇÃO NACIONAL


O SÉCULO XIX E A EDUCAÇÃO NACIONAL




A revolução industrial e a instrução


 “Esse processo de transformação do trabalho humano desloca massas inteiras da população não somente das oficinas artesanais para as fabricas, mas também dos campos para a cidade, provocando conflitos sociais, transformações culturais e revoluções morais inauditas: e toda via os teóricos das velhas classes não conseguem nem tornar consciência disso. (MANACORDA, 5°edição p, 270)

Nessa época na transformação no modo de produzir o trabalhador era limitado, era livre apenas na aparência pois não podia escolher onde trabalhar, pois não possuía os meios de produção. Assim, deveria vender-se no mercado por um salário miserável.
A expansão da escola, ainda que com opiniões contrárias dentro da burguesia, era funcional ao novo regime de fábrica. Tratava-se de disciplinar a mão de obra dos trabalhadores.


Educação escola- era a nova lógica de produção, a produção capitalista tende a expandir. Fortunas foram feitas com trabalho infantil. A burguesia não quer dar instrução para o trabalhador, mas ao, mesmo tempo necessita que eles saibam alguma coisa, pois ele tem que se adequar a lógica da fábrica. Daí a classe se rebela no início do Século XIX. A escola surge como um remédio, para não se rebelarem, é uma forma de controle social pois é voltada para preparação de trabalho dentro da moral da burguesia.

A utopia socialista


Diante das condições precárias dos trabalhadores, da miséria humana e das lutas operárias, muitos autores criticaram o capitalismo, mas sem apontar formas concretas para sua superação. Um dos exemplos, que mais tarde seria classificado por Marx e Engels como socialismo utópico foi Robert Owen:

Os limites destas considerações finais de Owen são evidentes demais aos nossos olhos modernos: na justa hipótese da influência social sobre os indivíduos, a ilusão pedagógica de que basta um sistema de instrução para modificar a sociedade e um caráter de uma ideia isolada e solitária (“esta minha invenção”) justa posta a um atento exame da realidade. ” (MANACORDA, 5°edição.p, 274))
O tópico parte por meio da burguesia como uma doação, dentro do socialista seria uma reforma da sociedade. 
Restauração de novos fermentos
Cabe enfatizar que até mesmo membros do clero, antes refratários a educação popular acabaram por aceita-la:

“À educação que antes era privilégio de poucos, dos prediletos da fortuna, foi em fim reconhecida (e graças a Deus) como um direito, uma necessidade, uma obrigação da humanidade” (fr. 21; cf. fr.33) (MANACORDA,5°edição. P, 275)

“Uma das batalhas entre as outras, é talvez a maior, foi talvez em nossos dias travadas e quase ganha: podemos dizer que a educação já foi tirada das mãos do clero...; e em nossos dias os seculares, antes que aprender, como faziam anteriormente, tudo dos padres, ensinam aos padres tudo, até a ser cristão” (MANACORDA, 5°edição. P,276)


A batalha pedagógica


Essa foi uma batalha entre a Igreja e o Estado pelo controle da educação. Para o Estado, tratava-se de ampliar sua esfera de influência substituindo a pregação religiosa pela ciência.

Com a batalha política se entrelaça, embora nem sempre com os mesmos homens, a disputa mais propriamente didático pedagógico entre fautores da conservação e fautores da mudança.Esta disputa atende todos os níveis da instrução das escolas infantis, que exatamente nesse período começam a difundir se, as escolas elementares, para as quais se discute o novo método do ensino mútuo, as escolas secundarias, que já vem se articulando em humanísticas e cientifico técnico, as universidades, com suas novas faculdades correspondentes a transformações das forças produtivas. (MANACORDA, 5°edição, p,279)

A educação passa a ser necessária para a burguesia, mas era uma educação com limites, ou melhor uma educação limitada.
A escola surgiu como uma necessidade.
EDUCAÇÃO TÉCNICA- voltadas para fabricas, máquinas
EDUCAÇÃO HUMANISTA-que administravam as fabricas.


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